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Pra comemorar um ano do nascimento do Gabriel, hoje publico meu relato de parto

Pra comemorar um ano do nascimento do Gabriel, hoje publico meu relato de parto:
Um pedido sincero, um desejo profundo do Matheus por um irmão se tornou também o meu desejo! Esperamos tanto! Foram meses de tentativa, um aborto doloroso, mas depois de muita preparação, muita ansiedade; ele veio! Foi uma gestação muito desejada e talvez por esse motivo o início tenha sido tumultuado e cheio de medos. Medo de um novo aborto, medo da epidemia de Zica, uma toxoplasmose ocular, repetidas infecções urinárias... Mas enfrentamos tudo com muita fé e união e o auxílio inigualável da Dra Érika Godoy. Ela me acolheu, compreendeu meus medos e cuidou de mim e do Gabriel com muito compromisso, seriedade, segurança. O que me deixou mais tranquila e segura para curtir minha gestação. Que delícia! Que abençoada me sinto por Deus ter colocado em minha vida pessoas tão especiais, como a Dra Érika, a Carol e a Wilma Manduca! Wilma, não me cansarei nunca de agradecer e acho que jamais poderei retribuir tudo que fez por mim! Participar do grupo de gestantes no Núcleo Gestar Feliz, realmente, ajuda a tornar o nosso gestar mais feliz, mais especial, mais gostoso! Lá encontramos apoio, informação, trocamos experiências, dividimos expectativas, somos acolhidas em nossos anseios, nossos medos e conquistamos confiança em nossa feminilidade, em nossa capacidade nata de gestar, de parir e de ser mãe e mulher. Nos reafirmamos e nos tornamos mais fortes frente a uma sociedade que nos coloca como fracas e incapazes. Somos preparadas para viver o nosso parto e a aceitar o que Deus reservou pra nós. Lá nos preparamos física e espiritualmente/psicologicamente para cada fase da gestação, parto e pós parto. Não somente nós mulheres, mas também nossos esposos e demais familiares que quiserem participar. E por falar em esposos, Juliano não queria nem saber de parto normal, não gostava nem de tocar no assunto. Eu estava sozinha nessa! Mas a Wilma fez um trato comigo: eu levava o Juliano pra oficina de parto e o resto era por conta dela! Precisei usar de chantagem e fiz muitos pedidos aos nossos anjos da guarda! Mas ele foi! E ele ficou até o final!!! Porque lá estava a Wilma, com toda sua experiência, generosidade, entrega, disponibilidade e com todo seu conhecimento. Ensinando-nos, nos fazendo sentir-nos importantes e lembrando da nossa responsabilidade e da grandeza desse momento de nossas vidas! E além de tudo nos passando segurança, confiança. Juliano ficou fã! E Matheus que também estava presente, saiu de lá sabendo tudo sobre parto! Pronto! Wilma fez a parte dela no trato! Agora era só esperar pelo grande dia! Eu me preparei muito para saber lidar com ansiedade e evitar situações que pudessem de alguma forma interferir no processo natural das coisas. Eu já sentia as contrações de treinamento, ao final já havia dilatado 2cm, e assim permaneceu por pouco mais de uma semana. No feriado de 12 de outubro comecei a perder tampão mucoso, mas tudo permanecia tranquilo. Durante a noite do dia 12 para o dia 13, tive uma dor intensa, uma “colicazona” que me fez acordar, mas logo depois voltei a dormir. Na quinta (13/10) acordei e resolvi ir pra aula de hidro ao invés de ir trabalhar. Chegando na clínica tive notícia que mais uma colega do grupo tinha passado na minha frente! E tinha outra lá querendo se adiantar também! E aí era a hora de bater um papo com minha amiga ansiedade e dizer pra ela que estava tudo bem, que tudo corria no seu curso natural! Fiz a aula bem empolgada, Carol até brincou que eu estava querendo parir! Saí da agua e fui fazer massagem no períneo com a Carol. Depois que subi as escadas, veio uma colicazona e um pouquinho de líquido. Mostrei pra Carol e ela disse que era pouco líquido pra ser bolsa rompida, mas me deu um absorvente e pediu pra observar. Quando terminei a massagem encontrei a Wilma chegando de um parto. Ela sugeriu que fizéssemos uma sessão de acupuntura. Enquanto eu esperava por ela, começaram a vir umas cólicas bem frequentes. Quando iniciamos a acupuntura, elas aumentaram. Não consegui relaxar, e suava frio... Wilma pegou na minha barriga e deu a notícia tão esperada! Estamos em trabalho de parto! Nossa! Que susto! Me preparei tanto para aquele dia, esperei tanto, e foi tão de repente que me pegou de surpresa! Wilma falou com a Dra Érika e combinamos de nos encontrar as 13h no hospital da Unimed. Isso era umas 10:30, não tenho muita certeza, porque a partir desse momento perdi a noção de tempo. Liguei pro Juliano e disse a ele que estava indo busca-lo porque estava na hora do Gabriel nascer. Acho que ele levou um susto, mas não deixou transparecer. Saí da clínica dirigindo, parei duas vezes no caminho por causa das contrações e quando cheguei na empresa enquanto esperava Juliano sair, comecei a contar as contrações com a ajuda do aplicativo. Elas estavam bem frequentes, o intervalo era de menos de 2 minutos, mas a duração era curta. Quando Juliano me viu, ele sorriu e disse: Agora vai! Chegando em casa Matheus ficou feliz e preocupado com a chegada do irmão. Não consegui dar muita atenção a ele, estava sem paciência tendo que lidar com a dor. Fui para o chuveiro, mas não me senti muito a vontade, as contrações estavam uma atrás da outra, precisava avisar a Wilma e a Dra Érika. Mandei um print do aplicativo e a instrução foi para que eu fosse imediatamente para o hospital, não dava para esperar. Juliano desceu com as coisas pro carro e voltou pra me buscar. Paramos algumas vezes no caminho para o carro e seguimos para o hospital. Wilma já estava lá e já havia preparado o quarto que já havia sido reservado pela Dra Érika. Os profissionais do acolhimento queriam me colocar na observação para esperar o obstetra pra me avaliar, mas a Wilma me salvou e me levou pro quarto. Dispensou a cadeira de rodas e subimos a rampa caminhando e parando quando vinham as contrações. Fui pro chuveiro, fiquei na bola, Juliano chegou, me fez companhia. Quando Dra Érika chegou, me avaliou, já estava com 8cm! Tudo perfeito! E as contrações não davam trégua! Eu me liguei muito na dor, não estava sabendo, lidar com ela, estava desconfortável, essa é a palavra! Desconforto, nada tão apavorante o quanto pintam. Dra Érika monitorava tudo, o Gabriel estava bem, Wilma me ajudava com movimentos e massagens, orientava o Juliano e eu fui saindo do ar, tipo irracional. Nada mais importava, só queria ter meu filho nos braços. Quando me pediram pra respirar melhor, fiquei um pouco nervosa, tive medo de prejudicar o Gabriel e o parto que estava correndo tão bem. Aí pedi analgesia, na esperança de me fazer acalmar, mas Juliano me deu força pra continuar, e Wilma e Dra Érika me ajudaram a acalmar. Esse foi o único momento que tive medo, não passou nada na minha cabeça que me tirasse do foco, eu só esperava pelo Gabriel. Sentia-me tão segura, tão bem. A presença do Juliano foi tão importante, tão essencial! Eu sabia que estava protegida, bem acompanhada e que todos que estavam ali, estavam prontos pra ajudar no que fosse preciso. Eu confiava e confio nessas pessoas especiais que viveram comigo a experiência mais linda da minha vida! Foi incrível! Quando senti o circulo de fogo, eu me senti tão feliz! Sabia que estava perto, que Gabriel estava chegando. Quando ele nasceu, às 13:12h, foi uma emoção tão grande, tão forte, tão intensa, que não tem como explicar! Eu não conseguia acreditar, falei pra mim mesma: eu consegui, meu filho está aqui! Tão lindo, tão saudável, tão forte! Tê-lo no colo assim que ele nasceu foi tranquilizador, atendeu ao instinto protetor, ao amor incondicional, eu pude dizer pra ele que estava tudo bem, que eu estava ali pra protegê-lo. Ele não foi tirado de mim, como me tiraram o Matheus. Só de lembrar a dor de ter o meu filho tirado de mim, de ser a última pessoa a recebê-lo nesse mundo, me entristece. Como eu queria ter recebido meu príncipe com um abraço! E quando pude vê-lo, foi tão rápido, não pude abraça-lo. Senti medo, frustração e solidão. Por isso quis tanto que fosse diferente dessa vez! Gabriel ficou uma hora em contato pele a pele, mamou e só depois o papai, emocionado, cortou o cordão. Matheus ganhava o tão esperado irmãozinho e nossa família se completava naquele momento. Foi uma experiência transformadora, para mim enquanto mãe e mulher. Para o Juliano enquanto pai e homem e para nossa relação, de casal. Amadurecemos, nos fortalecemos e unimos ainda mais nossa família. Reafirmamo-nos na nossa relação.
Meu maior desejo hoje, é que as mulheres acreditem na nossa capacidade nata de parir. Deus nos deu esse dom, e tudo que vem Dele é perfeito. Se algo por vontade Dele também, sair do curso, a medicina está ai para nos auxiliar. A dor do parto não é sinônimo de sofrimento. E não é insuportável. É uma dor que provoca movimento, que desinquieta, desacomoda, porque ela está nos colocando em ação, ativando nossos instintos. E ao final, ela se torna insignificante diante da emoção de parir um filho e tê-lo nos braços. Vale muito a pena! É tão bom que depois de ter vivido tudo, dá saudade e vontade de viver novamente!
— com Wilma Manduca e Juliano Cezar Barbosa.

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